O azedo do tempo que não passarinho.

Escrito por Bê

Dias cinza são como limões azedos, os dias cinzas deviam azedar os meus cadernos. Coisas azedas a gente joga fora…. sinal que já está estragado. Mas enquanto as coisas ainda não se estragaram e enquanto eu ainda não estraguei as coisas, segue um poema bonitinho pra animar o dia:

“Meus versos bem-te-vi, pardal chocou…
e bem que eu vi no ninho um tico-tico
que guardava a poesia no seu bico
como quem guarda o sonho que encontrou.

Meus versos sabiá – mamão maduro -
comida de sanhaços e rolinhas
nos pomares-sonetos de “abobrinhas”
que arranco do meu lado mais escuro.

Meus versos pica-pau de bananeira
que já deu flor e frutos aos poetas
canários, curiós e beija-flores,

procuram descrever de outra maneira
sem preocupar se as formas são corretas
ou se a poesia exige novas cores!”

Nathan de Castro

Também vale citar um verso de Mário Quintana que eu adoro, aliás, aprendi esse verso ainda bem pequena e só há algum tempo descobri de quem era:

“Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!”

Um comentário para “O azedo do tempo que não passarinho.”

  1. Pipoca disse:

    Beeeeeê!
    Que lindo, flor!!!
    Sabe de uma coisa? O limão dá um toque especial no suspiro.
    Um beijo e um queijo, muita saudade!

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