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O azedo do tempo que não passarinho.

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Dias cinza são como limões azedos, os dias cinzas deviam azedar os meus cadernos. Coisas azedas a gente joga fora…. sinal que já está estragado. Mas enquanto as coisas ainda não se estragaram e enquanto eu ainda não estraguei as coisas, segue um poema bonitinho pra animar o dia:

“Meus versos bem-te-vi, pardal chocou…
e bem que eu vi no ninho um tico-tico
que guardava a poesia no seu bico
como quem guarda o sonho que encontrou.

Meus versos sabiá – mamão maduro -
comida de sanhaços e rolinhas
nos pomares-sonetos de “abobrinhas”
que arranco do meu lado mais escuro.

Meus versos pica-pau de bananeira
que já deu flor e frutos aos poetas
canários, curiós e beija-flores,

procuram descrever de outra maneira
sem preocupar se as formas são corretas
ou se a poesia exige novas cores!”

Nathan de Castro

Também vale citar um verso de Mário Quintana que eu adoro, aliás, aprendi esse verso ainda bem pequena e só há algum tempo descobri de quem era:

“Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!”

Doce, Sweet, Sucré, Dolce e Dulce.

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Hoje eu decidi falar de uma coisa muito gostosa e que a gente consegue saborear por uma boa parte da vida, mas que não é algo de comer. Esse post é dedicado especialmente às vovós… Quer coisa mais gostosa?

Esse final de semana fez um ano que a minha última avó faleceu. Seu nome fazia jus à pessoa: Dulce. Doce em espanhol. Esse post vai falar dela e dos sabores que os vovôs e vovós deixaram na minha vida. Como eu ainda não tenho 85 anos de histórias pra contar, vou começar pelos 28 que eu passei com ela…

No início, foi assim: ao nascer eu tinha dois avós e dois avôs. O meu avô por parte de mãe se chamava Odeto (ou Tot) e eu só o vi uma vez. Ninguém gostava muito dele. Apesar de ele ser muito inteligente e um exímio pedreiro, ele aprontou algumas com a minha avó e ela, junto com as filhas, resolveram se separar dele numa época onde isso era bastante condenável, principalmente na provinciana Belo Horizonte.

Já os meus avós por parte de pai vieram da roça, moraram grande parte da vida no interior e se mudaram para a capital quando já estavam casados e com os primeiros filhos. Meu avô, José, sempre foi aquele avozão… Hoje, ele está com 90 anos e vive em Beagá com meu pai. Ele é aquele avô que descasca a laranja sem partir a casca, que almoça às 12hs e janta às 18hs, todos os dias. Que tem algumas manias, de avô mesmo, como reclamar do barulho.  Eu me lembro que ele usava pinico debaixo da cama (eca), um velho hábito do interior, para quando se queria ir ao banheiro no meio da madrugada e não existia um dentro de casa. Enfim, ele é daquele tipo de avô que sempre vai ganhar de você no buraco. Ele é um daqueles românticos incorrigíveis, que chora com romances, lê livros da Bárbara Cartland (de banca de revista) e decora poesias famosas para recitar para você, na sua próxima visita.

Já as mulheres da minha família sempre foram as mais duronas (e essa referência nem sempre é boa, acreditem). A minha avó, Maria, mãe do meu pai, sempre foi aquela que resolvia tudo. Teve cinco filhos e seu sonho era ser mãe de uma menina. Daí eu fui morar com ela, quando a minha mãe morreu. Lá, sem perceber, eu aprendi que as coisas boas que a gente vive sempre deixam um sabor gostooooso na lembrança. Com ela, aos 9 anos, eu dei os meus primeiros passos na cozinha. Aprendi a fazer pão de queijo, broa, rosquinha de nata, pamonha, mingau de milho, pé de moleque e feijão na panela de ferro. Não deu tempo de aprender a fazer a caçarola italiana, que era tradicional no natal… ela ainda era difícil para mim e não sobrou a receita para contar a história. Minha avó paterna faleceu alguns anos depois, mas o cheirinho daquela cozinha me acompanha até hj… Afinal, aquele era um tempo em que ela era o tempero de tudo ao meu redor.


Mas como tudo o que é mais importante a gente deixa pro fim, nesse post não poderia ser diferente. Quero apresentar a vocês a pessoa que se tornou a coisa mais gostosa e especial da minha vida: a vovó Dulce. Doce no nome, no rosto, na essência. Posso dizer que ela terminou de me criar. Fui morar com ela e com minhas tias aos 13 anos e só saí com 25. Sabe aquela senhorinha com cara de vovó. Pois é. A dona Dulce era assim, sempre fazia de tudo para proteger a cria… não adiantava mexer com a gente não. d:-)

As lembranças mais marcantes que eu tenho dela começaram quando eu tinha seis anos… Minha mãe ficava brava por ela me deixar ganhar no ludo e na dama (e suspeito que foi ela quem despertou meu instinto competitivo… um pouco mais evidente nos dias de hoje). Ela gostava de ouvir as músicas tortas e descompassadas que eu tentava tocar num piano que eu tinha ganhado. Ela me ensinou uma oração e foi a primeira que eu decorei (Sabe aquela coisa: “Santo anjo do senhor…”). Era ela quem me dava refrigerante escondido para eu terminar de comer o que ainda restava no prato, tudo para não ter confusão na mesa.

Na sétima série, era ela quem me ditava os textos para passar a limpo nos meus cadernos bagunçados da escola. Juntava as moedas ou “pratinhas” para me ajudar a pagar todos os “xeroxes” da faculdade. Foi ela quem elegeu uma santa protetora para mim (em homenagem a minha mãe) e era sempre ela quem deixava, “sem querer”, uma medalhinha de Santa Terezinha na minha mala, durante as minhas viagens de trabalho.

Ela se preocupava com todo mundo, mas dentro de casa os meninos sempre eram os mais protegidos.

Bolinho de arroz

Os cheiros sempre foram uma característica marcante da vovó Dulce.  Se eu começar pela cozinha, posso dizer que a dela sempre tinha um cheirinho de café, de pudim ou de gelatina. Bolo de macarrão era o cheiro tradicional do domingo. Além dele, havia sempre bolinhos de arroz e bife (eu torcia sempre para que eles fossem feitos a milanesa). Sabe aqueles biscoitos importados, amanteigados e embalados em latas decorativas? Para mim, eles ainda têm gosto de natal com a vovó. É que ela adorava e sempre dividia comigo os que ela ganhava nessa época do ano.

Fora da cozinha, a vovó sempre usava uns cheirinhos mais caros. Ela adorava sabonetes líquidos, cremes e perfumes suaves. E esse cheirinho sempre foi a minha desculpa para usar os perfumes e cremes que ela tinha no guarda-roupa. Um dos cheiros que ela mais gostava era do perfume Banho de Chamma, da Chamma da Amazônia. Para vocês terem uma idéia, é um perfume que é feito com a infusão de raízes brasileiras envelhecidas (patchouli, priprioca, cumaru, pataqueira, catinga de mulata, oriza e erva chama), misturadas em uma base de lavanda. Ela descobriu esse perfume quando eu fui a Manaus e trouxe um desses pra ela. Por causa dessa pequena paixão, tive que dar um jeito de passar por lá mais algumas vezes.  Vovó vaidosa? Um pouco. Algumas vezes a vi reclamando das rugas e do cabelo sem corte. Nada muito grave.

Era bom andar com ela na rua, todos gostavam dela de graça, sem esforço… O sorriso estava sempre ali, a simpatia, a elegância e a doçura encantavam vizinhos, vendedores, trocadores e motoristas de ônibus, crianças e pessoas desconhecidas. Vocês acham exagero? Perguntem então para qualquer pessoa tenha conhecido a dona Dulce. Até as minhas amigas a adotavam como avó, mesmo contra a minha vontade.

Além da simpatia, ela não negava conselhos. Uma sabedoria simples e carinhosa que, aos poucos, se transformou em frases clássicas, que marcaram épocas e viraram receitas para a vida de muita gente: “o silêncio é a base da prosperidade minha filha”, “Se não está dando certo, entregue pra Deus que ele resolve”, “Nossa senhora te abençõe!”, “Está tudo certo, Deus sabe o que faz e a gente não sabe o que diz”. Doce, não?

Assim também são os cheiros, os gostos, as lembranças dela… Doces e ternas. A dica que fica, depois de algumas experiências de vida, é sempre a mesma: saboreie as pessoas que você ama. Escolha os gostos, cheiros e sabores que você quer guardar na memória. Perder esse tempo é errar na receita e deixar passar o ponto.  E o tempo é um ingrediente que não se acha para comprar, mas dá pra dividir com quem vale a pena!

O prato do meu amigo(a) secreto(a)

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Amigo Secreto das ECDB's

A Lulubs contou, no último post, como foram as regras do amigo secreto das ECDB’s, no final do ano. E para continuar essa história, eu vou começar contando como foi a preparação do que eu fiz para o meu amigo(a) secreto(a).

Há algum tempo eu fui, com uns amigos de BH que estavam aqui em SP, no Museu da Língua Portuguesa.

Lá eu encontrei uma homenagem à Cora Coralina com livros, fotos e manuscritos dela. Dentre eles estava um livro de receitas que, obviamente, foi fotografado.

Essa receita foi o ponto de partida para o meu prato especial. E esse prato tinha alguns pré-requisitos para cumprir:

1) Tinha que ter chocolate (o meu amigo(a) só corta o cabelo em troca de um petit gateau)
2) Tinha que ter pipoca (uma homenagem literal ao seu apelido)
3) Tinha que ser doce (já que a pessoa troca o almoço pela sobremesa)

Receita da Cora Coralina

Assim, comecei a fazer a primeira parte: o bolo da Cora Coralina.  Eu rezava para dar certo, pois não deu tempo de testar a receita antes do amigo secreto. Mas a Cora Coralina tinha cara de “vó” e nenhuma avó de verdade erra na receita de bolo. E, assim, o bolo ficou com uma massa deliciosa.

Para o recheio, busquei ajuda com a mãe de um amigo meu, A Fátima Yamada. Ela é a pessoa que faz a melhor trufa e o melhor bolo de chocolate que eu conheço. E, apesar de morar em Floripa, as coisas dela fazem tanto sucesso que ela já entrega encomendas para vários lugares do Brasil. Enfim, do bolo que ela faz eu peguei o recheio de chocolate emprestado para colocar no meu prato.

O meu toque ficou apenas na criatividade de colocar a pipoca doce para decorar.

E nessa hora, na cozinha da Lulu, eu descobri outro pré-requisito que faltou na lista: tinha que ser um prato que mostrasse o lado “voado” e distraído do meu amigo. É que eu fiz toda a pipoca com a galera cantando na cozinha,e todo mundo percebeu quem era a minha a amiga secreta, menos ela.

O presente

Eu estourei pipocas, decorei o bolo e só no final ela conseguiu perceber …rs… só quando estava óbvio.

Para quem não sabe pipoca em espanhol é “palomita”, daí o apelido para Paloma Leite.

E ficou assim, o bolo foi a sobremesa mais cobiçada do jantar pelas donas da casa que deram todo o apoio para que o ele ficasse no ponto certo!

Ps: A receita do bolo vai estar no próximo post, depois da aprovação da Cora para publicação. :-)

Gula

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maçã

Gula, pecado,                        
quase um crime, um vício
revelado

Cor, textura e gosto
obsessão que se reprime
à mesa, no prato

Quem vive sem gula?
Quem se satisfaz?
É o sabor da mesmice
requentado.

Bolinho de bacalhau: deu certo de primeira!

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Foto by o Primo

Foto by OPrimo

Tudo começou com alguém que foi fazer supermercado com fome, viu uma bandejinha de bacalhau dando sopa e pensou, bem que podia rolar um bolinho, né? Cheguei em casa e entrei nos sites de receita para buscar uma que muitas pessoas já tivessem testado com sucesso. Fui no Tudo Gostoso, Mais Você, Cyber Cook e reuni as melhores dicas de cada um, incluindo os comentários das pessoas que já tinham feito.

Além disso, resolvi substituir os ovos inteiros pelas claras que eu já tinha na geladeira… Daí surgiu uma nova receita, que depois de pronta garantiu a sua vaga no caderno de coisas fáceis de fazer daqui de casa.

Itens:

- 500gms de bacalhau
- 500 gms de batata cozinha e amassada (como se fosse para purê)
- 3 claras em neve
- Salsa e cebolinha
- Alho (É Lulu… eu sei que você vai tirá-lo da receita, mas dá um gostinho bem bom!)
- Farinha de trigo (para dar o ponto de enrolar)

Como fazer:

- Coloque o bacalhau na água e deixe no fogo até que a água ferva. Coe e coloque de novo no fogo. Faça isso umas três vezes para tirar o sal.

- Cozinhe as batatas, esprema e coloque na geladeira. Para fazer a massa você vai precisar das batatas frias.

- Bata as claras em neve  (A minha mãe escreveu no livro de receitas dela que a clara em neve ajuda a deixar a fritura mais sequinha… Na dúvida, faça. Peça ajuda, se precisar. Eu, por exemplo, pedi a ajuda do OPrimo para bater na mão a clara em neve e ficar testando se o ponto da clara está certo ao virar a vasilha de cabeça pra baixo. ..rs..rs.. Ficou certinho, à la Top Chef)

- Depois de tirar o sal do bacalhau, desfie ou use o processador para desfiá-lo.

- Numa vasilha grande, misture o bacalhau, a batata, a salsa e a cebolinha, o alho e coloque sal a gosto.Depois, misture a clara em neve e vá colocando a farinha de trigo até a massa dar ponto para enrolar. Não precisa de muita farinha não…

- Daí, é só fritar em óleo bem quente.

bol_2

Foto by OPrimo

Olha só a carinha dele! Ficou bem gostoso e sequinho.

Duas coisas que eu li nos comentários das pessoas nos sites e que eu acho importante para estarem aqui são:

1) Não usar cebola ao temperar o bolinho. Disseram que ela ajuda a abrir a massa na hora de fritar. Não sei se é verdade mas, na dúvida, não coloquei.

2) Massas de bolinho que levam muitos ovos ficam enxarcarcadas durante a fritura.

Ah! Não levem em consideração esse vinho da foto… ele não foi uma boa escolha para acompanhar o bolinho!

Acho que era isso… Viu? Super simples.

Muito ácido?

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Receitas, línguas e molhos ácidos demais?

Seguem algumas dicas para acabar com a acidez sob qualquer ponto de vista…

Bicabornato: use uma pitada nos molhos a base de vinho  - Testado com sucesso! 

Açúcar: funciona para tirar a acidez de receitas em geral - Testado com sucesso! 

Cenoura: indicado para molhos de tomate (Dica da Lulubs!) - Testado com sucesso! 

Azeite com óleo de nozes: utilize em molhos que tenham ingredientes ácidos (Dica do blog Culinária e Receitas) - Em fase de testes! 

Sumo do Limão: use no combate à acidez de estômago (não acaba com a causa da acidez no estômago… ex: seu chefe, sua familia, seu professor, etc) - Testado com sucesso! 

Café com Dilbert: acesse durante os dias mais críticos. Ele ensina como saborear a mediocridade das empresas - Testado com sucesso!

Ironia: em doses sutis pode substituir a paciência nas situações mais críticasTestado com sucesso!

Sinto que vão jogar tomates ácidos e figurados nesse post… mas ainda bem que já sabemos o que fazer para resolver isso, né? 

d:-)

 

Sal

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Domingo, família de amigos, “causos” da semana, macarronada e café.

E faltou o sal.

Uma falta grave,

uma falta imensa de sal.

SalE se não há sal não há sabor na macarronada, nem tempero nas conversas, o queijo não cura, nada se cura sem sal.

É preciso voltar pro fogo, provar de novo e deixar no ponto. O sal conserva o gosto.

Salmoura para curtir a vida. Preservar, não deixar estragar…

Sem o sal tudo se perde, vence. Perde e vence, como na vida mesmo…

Por último, o café. Sem leite. Com vapor.  Para embaçar o vidro da janela e esconder a paisagem cinza de sempre.

O que há de bom no SP Restaurant Week?

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É isso mesmo. A Marylin já tinha dito e eu fui lá ver se a idéia novaiorquina funciona aqui em São Paulo. Até agora visitei 25 sites, liguei para mais de 15 restaurantes para saber mais informações do cardápio, vi o site do São Paulo Restaurant Week  (SPRW) dar pau hoje na hora do almoço e já fui visitar quatro lugares cuidadosamente escolhidos. A idéia é chegar a pelo menos 7 até o final da semana. Vamos começar do início…

Escolhi como primeiro da lista um restaurante que eu só conhecia a bela entrada… o Limonn. É que eu sempre passo na porta desse lugar, literalmente… ele fica bem no caminho pra minha casa! Sempre que passava em frente a esse restaurante, via carros importados, muitas gravatas e jóias, muitas taças nas mesas. Isso, sem dúvida,  significa que o restaurante não é barato, mas também significa que tem grandes chances de servir pratos muito bons. Quando vi que ele estava na programação do SPRW, resolvi fazer uma visitinha no sábado.

O lugar - O ambiente é moderno e bem bonito, a decoração mistura madeira, plantas e vidro. Nada de detalhes demais, de cores demais… bem clássico. Aliás, alguns ambientes têm até um piso com cascalho, para dar um charme a mais. Nas mesas, as argolas dos guardanapos têm dois limoões para decorar. Super fofo!

Chegamos por volta das 13hs e pegamos a última mesa disponível. Um casal que chegou logo atrás de nós teve que aguardar um pouquinho e a partir daí a fila de espera aumentou um bocado. No entanto, há uma sala de espera super confortável e uma mocinha muita simpática nos atendeu com simpatia e atenção.

Atendimento – Ao sentarmos veio o garçom… com uma cara meio “estou de saco cheio com tanta gente” e já  chegou perguntando “Vieram para o restaurante Week, né?” e logo depois, após nos oferecer o cardápio com as duas escolhas do almoço, disse: “São muitas opções, né?” Achei o comentário meio pejorativo e quase devolvi um “as opções do cardápio eu não sei mas as opções de garcons são muitas e se vc não mudar esses comentários toscos eu vou pedir por uma nova opção”, mas… tudo bem. Eu estava de bom humor e tudo ficou bom depois que ele me trouxe o suco de tangerina … aliás, eles têm vários sucos, todos naturais e bem gostosos.

Maminha assada na cerveja com risoto Emental. (Foto by Guia da Semana)

Maminha assada na cerveja com risoto Emental. (Foto by Guia da Semana)

Menu - Eu fui ao restaurante com o primo, meu marido, e escolhemos as duas opções do cardápio, uma para cada. Assim conseguiríamos provar os dois pratos. A opção de entrada era uma só: Salada Caesar com Crispy de Frango… básica, mas bem honesta. O crispy estava bem crispy e a salada bem fresquinha…

Já o prato principal do Primo era Poulet au champagne com tagliarini ao molho parmesão e o meu foi a Maminha assada na cerveja com risoto de emental. Os dois estavam muito gostosos, mas confirmei a escolha que fiz, o risoto de emental estava uma delícia e compensou a maminha que não estava nada demais…

E para fechar, a sobremesa foi um waffle coberto com mousse de chocolate. Esse estava uma delícia… waffle quentinho e o mousse não muito doce.

Daí para frente, o atendimento também melhorou consideravelmente e o garçom passou até a sorrir e a fazer comentários mais felizes.

É isso!

Recomendações para quem vai: reservem ou cheguem cedo, parem os carros nas ruas ao lado ou paguem R$ 20,00 de valet e parem o trânsito da rua (Lá é um inferno para parar e/ou estacionar). A sugestão é para a maminha na cerveja com risoto ao molho de emental e não se esqueçam de provar os sucos!


A GENTE CAI OU NÃO CAI DE BOCA?

Ambiente: boca_peqboca_peq boca_peqmeiaboca_peqbocacinza_peq

Atendimento: boca_peqboca_peqbocacinza_peqbocacinza_peqbocacinza_peq

Comida: boca_peqboca_peqboca_peqboca_peqbocacinza_peq

Preço: boca_peq bocacinza_peqbocacinza_peqbocacinza_peqbocacinza_peq – No Guia da Folha, o preço médio varia de R$ 75 a R$ 110 p/ pessoa.

Detalhes: boca_peqboca_peqboca_peqmeiaboca_peqbocacinza_peq -  O lugar é caprichoso, organizado e cuidadoso nos detalhes.

Na média, o Limonn levou 3 de 5 boquinhas!

Nesse dá pra cair de boca!

Enfrentando uma barra? Faça a escolha certa!

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Um dia que começa com várias reuniões no trabalho significa um dia de muita fome. E eu simplesmente não consigo comer durante as reuniões.

Seja um cafezinho ou um belo coffee break, daqueles cheios de petits fours, eu nunca como direito. E a consequência disso: fico morrendo de  fome durante o dia e devoro um prato de leão no fim da noite.

Os nutricionistas, endocrinologistas, revistas de saúde e entendidos no assunto sempre orientam para que façamos pequenas refeições a cada três horas. Eles dizem que, com isso, acabaremos com a fome monstra que nos corrói a cada dia. Como sugestão, eles sempre incentivam o consumo de uma barrinha de cereais nos intervalos das refeições.

Mas cá entre nós, quem pensa com satisfação em uma barrinha de cereais para matar a fome? Ninguém! Ou melhor, só as pessoas que vivem de regime como eu, certo?

barrinha1Pois é! Mas como a idéia deste post não é falar da fome, mas da vontade de comer, resolvi deixar aqui a minha recomendação para esses momentos de fome negra e de grande tortura: as barrinhas de torta de limão!

Sim elas existem e são gostosas. Claro, não substituem um chocolate ou uma colher com doce de leite, mas também não são secas, com gosto de papel e cobertura de chocolate vencido por cima. São barrinhas bem doces, com cobertura macia e que tapeiam a fome em dois minutos, deixando um gostinho gostoso na boca!

E para aqueles pessimistas que acham que essas barrinhas são sempre as mais calóricas, resolvi fazer um pequeno comparativo daquelas que eu mais gosto para colocar aqui:

Nutry Light ( Morango com Chocolate) – 87 kcal
Quaker (Torta de Limão) – 94 kcal
Trio (Côco com chocolate) – 95 kcal

Viu só? Calorias super na média, fome controlada, peso menor e satisfação em dobro. Essas barrinhas já salvaram a vida de muitas pessoas que estavam comigo nessas mega reuniões com clientes…

Fica aqui uma dica de gordinha!