A Lulubs contou, no último post, como foram as regras do amigo secreto das ECDB’s, no final do ano. E para continuar essa história, eu vou começar contando como foi a preparação do que eu fiz para o meu amigo(a) secreto(a).
Há algum tempo eu fui, com uns amigos de BH que estavam aqui em SP, no Museu da Língua Portuguesa.
Lá eu encontrei uma homenagem à Cora Coralina com livros, fotos e manuscritos dela. Dentre eles estava um livro de receitas que, obviamente, foi fotografado.
Essa receita foi o ponto de partida para o meu prato especial. E esse prato tinha alguns pré-requisitos para cumprir:
1) Tinha que ter chocolate (o meu amigo(a) só corta o cabelo em troca de um petit gateau)
2) Tinha que ter pipoca (uma homenagem literal ao seu apelido)
3) Tinha que ser doce (já que a pessoa troca o almoço pela sobremesa)
Assim, comecei a fazer a primeira parte: o bolo da Cora Coralina. Eu rezava para dar certo, pois não deu tempo de testar a receita antes do amigo secreto. Mas a Cora Coralina tinha cara de “vó” e nenhuma avó de verdade erra na receita de bolo. E, assim, o bolo ficou com uma massa deliciosa. 
Para o recheio, busquei ajuda com a mãe de um amigo meu, A Fátima Yamada. Ela é a pessoa que faz a melhor trufa e o melhor bolo de chocolate que eu conheço. E, apesar de morar em Floripa, as coisas dela fazem tanto sucesso que ela já entrega encomendas para vários lugares do Brasil. Enfim, do bolo que ela faz eu peguei o recheio de chocolate emprestado para colocar no meu prato.
O meu toque ficou apenas na criatividade de colocar a pipoca doce para decorar.
E nessa hora, na cozinha da Lulu, eu descobri outro pré-requisito que faltou na lista: tinha que ser um prato que mostrasse o lado “voado” e distraído do meu amigo. É que eu fiz toda a pipoca com a galera cantando na cozinha,e todo mundo percebeu quem era a minha a amiga secreta, menos ela.
Eu estourei pipocas, decorei o bolo e só no final ela conseguiu perceber …rs… só quando estava óbvio.
Para quem não sabe pipoca em espanhol é “palomita”, daí o apelido para Paloma Leite.
E ficou assim, o bolo foi a sobremesa mais cobiçada do jantar pelas donas da casa que deram todo o apoio para que o ele ficasse no ponto certo!
Ps: A receita do bolo vai estar no próximo post, depois da aprovação da Cora para publicação.















E se não há sal não há sabor na macarronada, nem tempero nas conversas, o queijo não cura, nada se cura sem sal.



